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sábado, 13 de julho de 2013

NOITE DE FADOS!


 Junto aos moinhos em Novelas 

Decorreu na noite de Sábado do dia 13 de Julho de 2013 junto aos moinhos do rio Sousa na freguesia de Novelas, uma iniciativa levada a efeito pelo Grupo de Teatro.
Muito empenho e um trabalho exaustivo, na noite anterior levou a que aquele palco ali permanecesse pronto, e que se cantasse com simplicidade mas com a qualidade a que sempre o Grupo de Guitarras de Penafiel nos habituou.


A iniciativa contou com a participação dos fadistas,  acompanhados à guitarra por elementos a que já nos habituamos na organização do grupo, tendo a noite iniciado com uma curta intervenção de Tatiana, à semelhança de outros locais, nesta data fez questão de evocar a memória do fado como património da humanidade.
Se gostamos do Fado, então é importante que não o maltratemos, sendo para isso necessário ler vários livros sobre esta temática “Fado”, para que depois se possa formular uma opinião baseada em factos minimamente racionais. Uma noite de fados junto aos moinhos na freguesia de Novelas é sempre agradável e excelente para promover essa racionalidade.
As pessoas assistiram a tão digno espectáculo e o Grupo continuou a dar o seu contributo para acolher o público nesta agradável noite de fados.
Com esta apresentação foi possível sentir e entender as grandes asneiras que se dizem sobre o Fado por pessoa importantes, que deviam ter uma grande responsabilidade sobre o assunto. Dar algo ao Fado é uma coisa, viver do Fado é outra. Cantar o Fado é uma coisa, investigar sobre o Fado é outra.
   Foi um prazer contar com este evento numa noite, que mereceu com toda a certeza, muito espírito e excelente qualidade.
Parabéns.


Novelas, 13 de Julho de 2013;




sexta-feira, 12 de julho de 2013

LEMBRAR Sophia de Mello Breyner Andresen!


 LEMBRAR A POETISA


No dia 12 de Julho pelas 21:30 horas no café central em Castelo de Paiva, foi com grande emoção que recordei a poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen, nascida no Porto, em 06 de Julho de 1919, no seio de uma família aristocrática, conforme retratado por José Silva.

Fascinante a firmeza, com que Ana Ribeiro fez questão em lembrar com dedicatória as suas cantigas a Sophia e a todas as mulheres.
Ela também uma maravilha a concluir muito bem, caso a seguir o seu exemplo.
Lembrei momentos de verdadeiras Mulheres com “M” maiúsculo, Sophia sempre ao lado do marido jornalista Francisco Sousa Tavares, passou em Lisboa a dividir a sua atividade entre a poesia e a atividade cívica, notando-se e sobressaído ativista contra o regime de Salazar.
Conforme bem vincado por José Sila, Sophia teve uma intervenção política empenhada, opondo-se ao regime salazarista (foi cofundadora da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos) e também, após o 25 de Abril, como deputada. Presidiu ao Centro Nacional de Cultura e à Assembleia Geral da Associação Portuguesa de Escritores.
O ambiente da sua infância reflete-se em imagens e ambientes presentes na sua obra, sobretudo nos livros para crianças. Os verões passados na praia da Granja e os jardins da casa da família ressurgem em evocações do mar ou de espaços de paz e amplitude. A civilização grega é igualmente uma presença recorrente nos versos de Sophia, através da sua crença profunda na união entre os deuses e a natureza, tal como outra dimensão da religiosidade, provinda da tradição bíblica e cristã.

Na cidade do Porto cresceu e aí viveu até aos dez anos, altura em que se mudou para Lisboa. De origem dinamarquesa por parte do pai, a sua educação decorreu num ambiente católico e culturalmente privilegiado que influenciou a sua personalidade. Frequentou o curso de Filologia Clássica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em consonância com o seu fascínio pelo mundo grego (que a levou igualmente a viajar pela Grécia e por toda a região mediterrânica), não tendo todavia chegado a concluí-lo.

A sua atividade literária (e política) pautou-se sempre pelas ideias de justiça, liberdade e integridade moral. A depuração, o equilíbrio e a limpidez da linguagem poética, a presença constante da Natureza, a atenção permanente aos problemas e à tragicidade da vida humana são reflexo de uma formação clássica, com leituras, por exemplo, de Homero, durante a juventude. Colaborou nas revistas Cadernos de Poesia (1940), Távola Redonda (1950) e Árvore (1951) e conviveu com nomes da literatura como Miguel Torga, Ruy Cinatti e Jorge de Sena.
Em 1968, foi publicada uma Antologia e, entre 1990 e 1992, surgiram três volumes da sua Obra Poética. Seguiram-se os títulos Musa (1994) e O Búzio de Cós (1997). Colaborou ainda com Júlio Resende na organização de um livro para a infância e juventude, intitulado Primeiro Livro de Poesia (1993).
A sua obra literária encontra-se parcialmente traduzida em França, Itália e nos Estados Unidos da América. Em 1994 recebeu o Prémio Vida Literária, da Associação Portuguesa de Escritores e, no ano seguinte, o Prémio Petrarca, da Associação de Editores Italianos. O seu valor, como poetisa e figura da cultura portuguesa, foi também reconhecido através da atribuição do Prémio Camões, em 1999.
Em 2001, foi distinguida com o Prémio Max Jacob de Poesia, num ano em que o prémio foi excecionalmente alargado a poetas de língua estrangeira. 
Em Agosto do mesmo ano, foi lançada a antologia poética Mar. Em Outubro publicou o livro O Colar. Em Dezembro, saiu a obra poética Orpheu e Eurydice, onde o orphismo está, mais uma vez, presente, bem como o amor entre Orpheu, símbolo dos poetas, e Eurídice, que a autora recupera num sentido diverso do instaurado pela tradição helénica.
Sophia de Mello Breyner Andresen viveu até aos 85 anos, completaram-se 9 anos após a sua morte no dia 2 de Julho de 2004, tem o seu busto no Jardim de Campo Alegre, e um monumento erigido no Largo da Graça em Lisboa.

Uma grande poetisa, uma grande (M)ulher!

Novelas, 14 de JuLho de 2013;








VÍDEO COM MAIS LUMINOSIDADE




domingo, 7 de julho de 2013

ADISCREP - PENAFIEL


Noite Branca 2013
 
No dia 6 de Julho de 2013 Penafiel vestiu-se de branco e a população saíu à rua em ambiente de festa.
Várias são as opiniões sobre este evento, á quem diga que noite branca é racismo, outros dizem que este evento, que se vai estender por toda a cidade de Penafiel, oferecer diversas atividades, animação e musicalidade, com a participação de vários grupos e associações do concelho.
São variados os momentos bons ou maus mas que terminam com ruas atoladas de pessoas, onde os restaurantes são dos poucos que se conseguem safar neste dia.
As atividades inovadoras visadas referiam-se não só a produtos e processos, mas também a ações desenvolvidas no âmbito organizacional o que supostamente não veio a acontecer...



Lê-se em vários artigos que as atividades “Noite Branca”, além de um momento de lazer e interatividade demonstrariam a toda a gente as atividades desenvolvidas ao longo do ano, por parte dos alunos deste ano lectivo.
Espero bem que não. Até porque as atividades, além de repetitivas e sem inovação, demonstraram que é necessário repensar os momentos que poderão eventualmente multiplicar negócios com criação de atividades inovadoras. O essencial seria, deixarem o acessório e preocuparem-se com o fundamental, no entanto se o objectivo foi festa... sinceramente penso que isso foi conseguido.

Parabéns!!!!!!

Novelas, 07 de Julho de 2013;




terça-feira, 2 de julho de 2013

DISCURSOS MARCANTES EM NOVELAS!

NOVELAS EM FESTA
Vista de Novelas (foto Meireles)

Sábado, 6 de Novembro de 1965, cerca das 20 horas, o senhor Presidente da Câmara Municipal de Penafiel, Coronel Cipriano Alfredo Fontes, acompanhado dos Senhores vereadores, Tenente Sampaio, Huete Bacelar, Professor Joaquim José Mendes, Fausto Pinto de Matos e António Maria Neto da Silva, deslocaram-se à freguesia de Novelas para inaugurar a nova iluminação pública do Largo da Estação (antiga), bem como os acessos.
Apesar da chuva, o povo de Novelas compareceu em massa, e um grupo de lavradeiras não se cansou de lançar pétalas de flores à comitiva, e a graciosa Ana Maria leu a alocução expressando o sentimento dos Novelenses.
Largo da Estação antiga. (Foto Meireles)
Exmo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Penafiel
Exmos Senhores Vereadores
Exmos Convidados
Minhas senhoras e meus senhores
A freguesia de Novelas está em festa. Festa grande para nós e Vossa Excelência Senhor Presidente da Câmara Municipal de Penafiel, pelo grande e útil benefício que acaba de ser inaugurado.
Se um dos primeiros sentidos do homem é ver, foi interpretado por Vossa Excelência no seu mais alto significado, dando-nos luz e valorizando ainda mais a obra grandiosa e impar que tão depressa se estendeu a todo o Concelho de Penafiel.  
Muito lhe ficamos a dever, Senhor Presidente, e aceite Vossa Excelência, bem como todos os restantes membros que compõem a Câmara, esta singela e pequenina festa, que brota do mais íntimo do nosso ser, como preito humilde mas sincero de gratidão do povo da freguesia de Novelas que sempre o acompanhou e há-de acompanhar na esgotante e árdua tarefa a que V. Ex.ª se votou, que foi a de fazer ressurgir Penafiel em toda a sua extensão.
Por isso mesmo, não podia Novelas deixar de agradecer, embora fazendo-o tão pobremente, mas crente de que cumpre um dever para com Aquele que é sem dúvida o maior dos Presidentes que têm passado pelo nosso Município.
Bem-haja Senhor Presidente;
Bem-haja Senhor Coronel Cipriano Alfredo Fontes;
Bem hajam todos quantos têm colaborado com Vossa Excelencia para o engrandecimento de Penafiel e seu concelho.
Viva o Senhor Presidente da Câmara,
Viva Penafiel,
Viva Portugal,  
Viva Salazar.
A pequena Maria Adriana ofereceu um ramo de cravos ao Senhor Presidente da Câmara.
Enquanto no céu estrelejavam os foguetes, a comitiva percorreu toda a parte beneficiada com este melhoramento.
Estalagem Rio Sousa
De seguida, coincidindo com a inauguração da iluminação pública, foi benzida pelo padre Baptista, a Estalagem Café Rio Sousa, tendo o seu proprietário Senhor Amílcar Marques, convidado o Senhor Presidente da Câmara e a respectiva comitiva, para um magnífico copo de água.
Usou da palavra o pároco de Novelas que agradeceu em nome da freguesia o benefício com que Novelas foi contemplada.
Tomou a palavra de seguida o Senhor Laurindo da Silva Fernandes que disse entre outras coisas o seguinte:
…Neste dia memorável para a freguesia de Novelas, eu, humilde Novelense por nascimento, aliás indigno de desempenhar este papel, peço licença para dirigir a Vossa Excelencia o Senhor Presidente da Câmara duas palavras simples: Muito Obrigado…
…. Desejo apresentar uma sugestão que poderá ser considerada ao mesmo tempo um pedido.
Há um percurso, relativamente grande, a percorrer diariamente por todos aqueles, sobretudo operários, que obrigatoriamente se têm de deslocar do centro da cidade ou da periferia à estação. Esse troço de estrada está na verdade, deficiente no que respeita à iluminação pública….
Tal como hoje, esta inauguração era feita nas vésperas das eleições, pelo que se pode ver na continuação do discurso deste Novelense.
… Estou convencido Senhor Presidente, de que amanhã, às urnas da freguesia de Novelas há-de acorrer um número de eleitores que talvez aqui nunca tenha sido atingido, manifestando dessa forma o seu reconhecimento pelos benefícios recebidos do Governo da Nação, através da Câmara Municipal de Penafiel…
Por fim, o Senhor Coronel Fontes, agradeceu as referências que lhe foram feitas, e terminou por dizer que tudo quanto se tem feito nestes últimos três anos não é a ele que se deve, mas sim, ao Governo da Nação, que tanto o tem ajudado, e sem o qual nada seria possível fazer-se.  
Almoço servido na Estalagem Rio Sousa, onde se podem ver: António da Silva Meireles, no uso da palavra e Justino do Fundo. (Foto Meireles)
Nota:
Em Março de 1976, a Estalagem Rio Sousa, foi vítima de um boato, que estavam lá hospedados cubanos, e que tinham sido estes os causadores de um incêndio que ocorreu nas Escolas Primárias Conde Ferreira em Penafiel. 

Novelas 2 de Julho de 2013



Um trabalho de Fernando Oliveira

segunda-feira, 1 de julho de 2013

41º ANIVERSÁRIO A.R. NOVELENSE.

 MAIS UM ANO DE PARABÉNS!

Nas comemorações do 41º aniversário da Associação Recreativa Novelense recordo os primeiros anos da fundação desta Associação.
Fundada a 9 de Julho de 1972 e localizada na rua da Associação na freguesia de Novelas concelho de Penafiel, esta Associação tem como objectivo de promover ou colaborar em projectos de ordem sociocultural, desportiva e recreativa, vivendo actualmente momentos económicos difíceis tal como outras instituições.
Com a promoção de eventos, de forma a garantirem a difícil sustentabilidade, são ainda objectivos, o fomento e desenvolvimento da prática desportiva ao nível das diferentes modalidades como é o caso de António Malheiro e Paulo Silva no ténis de mesa.
As actividades socioculturais e recreativas de âmbito juvenil, bem como, a promoção e realização de intercâmbios, continua a resistir, depois dos seus primeiros anos de actividades virados sobretudo para a cultura com secção de teatro e a inspiração na área desportiva.
Destacam-se actualmente nesta Associação, a persistência em criar áreas alternativas, durante um tempo o atletismo oscilou, entretanto apareceram novas modalidade que continuaram até aos dias de hoje: o btt; a pesca desportiva, o futsal, e o o ténis de mesa entre outras.
Com uma nova direcção, nos últimos anos a Associação Recreativa Novelense, foi e continua a ser o orgulho dos Novelenses e propõe-se a continuar a dar um contributo válido à população.

Conforme postado no blog da Associação Recreativa Novelense, nestas comemorações "...jogou-se futsal, participaram a equipa senior que disputou o campeonato distrital da 1ª divisão da AFPorto juntamente com alguns clássicos jogadores que no passado faziam parte da equipa como Vitor Oliveira, António Barbosa, Vasco Ferreira, Pedro Monteiro e Emanuel Lopes. Na equipa adversária contava com Carlos Monteiro (Presidente da Junta de Freguesia de Novelas), Bruno Amaro (Vit. Setubal), Cerqueira (Penafiel), Zé Armindo (Penafiel) Nuno André (MacDonalds), Filipe Magalhães (Under Blue), Rui Quinta (FC Porto), Vitor Pinto (Paços de Ferreira), Celso Frade (Vidriluz), Ricardo Sousa (Under Blue) e Paulo Meireles (Moneris). O treinador de todos estes craques foi Daniel Magalhães. 
O resultado final foi uma vitória das estrelas. No fim do jogo a festa continuou na sede da ARN onde todos celebraram mais um aniversário do clube".

Novelas 1 de Julho de 2013


sábado, 29 de junho de 2013

ESCRITOR RODRIGUES DE FREITAS

No dia 26 de Junho de 2013 a UNICEPE, Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, CRL,  lembrou mais um Escritor Portuense. RODRIGUES DE FREITAS.
José Silva fez a belíssima apresentação do autor e quem entendeu teve a primazia de ler pequenos excertos da sua obra, intervalados por bonitas canções na voz e na guitarra de João Teixeira.
Nos texto da universidade do Porto, o autor José Joaquim Rodrigues de Freitas conforme foi retratado Engenheiro, professor, pedagogo, publicista, político, economista e filósofo nasceu no Porto a 24 de janeiro de 1840.
"Aluno brilhante, cedo revelou ser um "homem da imprensa", escrevendo os primeiros textos com 14 anos de idade. A partir dos 15 fez eco das suas preocupações sociais, educativas e económicas no trissemanário "Pedro Quinto" e associou-se de forma mais regular ao periódico democrático "Eco Popular", jornal diário publicado entre 1847 e 1860.
democrático "Eco Popular", jornal diário publicado entre 1847 e 1860. O pai, funcionário da Alfândega e ex-voluntário no Cerco do Porto (1832-1833), matriculou-o no Seminário Diocesano. Porém, José Rodrigues de Freitas já tinha escolhido para si um destino diferente. Com 15 anos de idade ingressou no curso de Engenheiro de Pontes e Estradas da Academia Politécnica do Porto. Corria o ano letivo de 1855-1856."

Conforme foi lembrado José Joaquim Rodrigues de Freitas depois de um percurso académico recheado de prémios e louvores, Rodrigues de Freitas obteve a Carta de Curso a 15 de julho de 1862 e encetou uma carreira de docente naquela Academia, não na sua área de especialidade, mas sim na de Economia.
"Em 1864 foi provido lente-substituto da 11.ª e 12.ª cadeira (nomeado pelo decreto de 29 de dezembro de 1864 e carta régia de 6 de abril de 1865, tomando posse a 4 de janeiro deste ano), tornando-se, assim, o segundo ex-aluno da Academia Politécnica do Porto a integrar o seu corpo docente (o primeiro fora o engenheiro Gustavo Adolfo Gonçalves de Sousa, em 1851). Pelo Decreto de 15 de maio de 1867 e apostilla de 11 de junho de 1867, Rodrigues de Freitas passou à categoria de lente proprietário de Comércio, tomando posse do lugar a 16 de agosto desse ano. Foi já com esta categoria que, no dia 1 de outubro, proferiu o discurso de inauguração do ano letivo, chamando a atenção da Academia do Porto para a ligação entre Ciência e Virtude."
Rodrigues de Freitas desenvolveu diversas atividades paralelamente à vida académica. Estudou e divulgou teorias economicistas europeias, evoluindo do livre-cambismo para um liberalismo sensível aos problemas sociais. Colaborou com várias revistas, entre as quais "A América", dirigida por Mendes Leal, redigiu numerosos artigos e editou títulos, como "Revolução Social" (1872).
Rodrigues de Freitas foi, ainda, um aclamado publicista, para além de colaborador da imprensa nacional e brasileira. Integrou a redação d'"O Comércio do Porto", lugar que ocupou até ao fim da vida, tornando-se o mais importante editor deste diário nortenho. Colaborou também com outros periódicos, como com a "Correspondência de Portugal" (1862-1875). Foi autor de textos sobre temas históricos, pedagógicos, sociais, políticos e económicos."
..."Rodrigues de Freitas participou de modo ativo na vida social do seu tempo. Com 25 anos, por exemplo, foi indigitado secretário da direção da Associação Comercial do Porto, tendo participado na comissão organizadora da Exposição Internacional de 1865, realizada no Palácio de Cristal. Subscreveu um dos manifestos que instituíram a União Patriótica na cidade do Porto e o Centro Eleitoral Portuense, movimentos que culminaram na Janeirinha, a 1 de fevereiro de 1868.
Destacou-se, igualmente, como orador e parlamentar de talento, tendo sido um personagem central do republicanismo evolucionista. Como deputado republicano, gozou da consideração e respeito dos pares. Como pedagogo, defendeu a divulgação e a modernização da Escola, sempre preocupado com a educação popular, em especial a das crianças e das mulheres."
..."Apesar do desgaste e do cansaço, Rodrigues de Freitas candidatou-se às eleições legislativas de 1893, pelo círculo n.º 24, do Porto, tendo sido eleito embora ficando atrás de Veiga Beirão e de Oliveira Martins.
Pressentindo o fim, redigiu o seu testamento antes de partir para nova legislatura, a 14 de janeiro.
O "Freitinhas", como era tratado carinhosamente nos bancos da Academia e, mais tarde, pelos portuenses, faleceu com 56 anos de idade, às doze horas e vinte minutos do dia 28 de julho de 1896, na sua casa da Rua do Sol, no Porto. Foi sepultado no Cemitério do Prado do Repouso.

Novelas, 29 de Junho de 2013;

Rfb.meireles 


segunda-feira, 10 de junho de 2013

NOITE DE POESIA

CAFÉ CENTRAL CASTELO DE PAIVA
Na passada sexta-feira 7 de Junho de 2013, no café central em Castelo de Paiva, José Silva apresentou naquele cantinho o poeta Augusto Gil, um sonhador que transformou os sentimentos em palavras.
Augusto César Ferreira Gil advogado e poeta português, nasceu em Lordelo do Ouro a 31 de julho de 1873 e faleceu na Guarda a 26 de fevereiro de 1929; viveu praticamente toda a sua vida na Cidade da Guarda onde colaborou e dirigiu alguns jornais locais.
Estudou inicialmente na Guarda, a "sagrada Beira", de cuja paisagem encontramos reflexos em muitos dos seus poemas e de onde os pais eram oriundos, e formou-se em Direito na Universidade de Coimbra.
Começou a exercer advocacia em Lisboa, tornando-se mais tarde diretor-geral das Belas-Artes. Na sua poesia notam-se influências do Parnasianismo e do Simbolismo. Influenciado por Guerra Junqueiro, João de Deus e pelo lirismo de António Nobre, a sua poesia insere-se numa perspectiva neo-romântica nacionalista.

Uma excelente apresentação sugerida pelo introdutor, um poeta lembrado que tocou na nossa infância, onde se lembrou a Balada de Neve, naquele Inverno instalado... muito frio ... bastante chuva ... frequentes geadas ... e muita neve.
Foi assim, naquele óptimo espaço que as palavras ganharam um outro significado por quem tinha o dom de as rendilhar e fazer-nos sentir cada, frase ou trecho.
Como já várias vezes rememorei, aprendi a ler, a escrever e contar na escola primária, e desde muito cedo comecei a recordar, evocar e a aumentar o meu conhecimento, para quem este mundo de ler e escrever ainda continua a ser uma novidade absoluta. Saber ler é um poder considerável do qual hoje ainda há infelizmente vestígios, mas que não tinham razões de existir se não teimássemos em insistir ser, seres super-dotados e não querer conhecer, saber, ou aprender.
A generalização da aprendizagem encarregou-se de ensinar e o analfabetismo foi uma terrível realidade, mesmo assim ainda existe em teimar que o sabe fazer, sem saber que anda sempre a prender.
Bom parece-me que é tempo de esquecer os trocadilhos e conhecer, ou melhor recordar tão ilustre poeta. O poeta AUGUSTO GIL. Veja o vídeo!
"A poesia é para se sentir, é para se ouvir, é para ser passada de mão em mão, pois só assim será poema só assim terá razão"-

Novelas, 9 de Junho de 2013;

Rfb.meireles